Passei um tempo olhando para minha base de emails e pensando: eu tenho contatos, mas não tenho contexto.
Nome, email e empresa ajudam até certo ponto. Mas, na prática, isso não me dizia quase nada sobre quem aquele lead realmente era.
Então eu montei uma automação para resolver isso.
Usei OpenAI + HasData + email marketing para enriquecer minha base com dados reais extraídos do site de cada empresa.
A lógica foi simples:
- o lead entra na base
- eu identifico o domínio
- o HasData coleta o conteúdo público do site
- a OpenAI analisa esse conteúdo
- o sistema devolve atributos úteis para segmentação e personalização
- esses dados vão para o CRM / ferramenta de automação
O mais interessante não foi “raspar site”.
Foi transformar texto solto em sinal útil.
Em vez de ter só um email e um nome, eu comecei a ter contexto como:
- o que a empresa faz
- como ela se posiciona
- que tipo de cliente parece atender
- qual tom de comunicação usa
- se existe fit com minha oferta
- que tipo de abordagem faz mais sentido
Na prática, isso melhorou bastante a operação:
- segmentação mais inteligente
- campanhas menos genéricas
- mais contexto para personalização
- melhor priorização de leads
- menos achismo
O principal aprendizado foi este:
muitas empresas já deixam no próprio site quase tudo que você precisa para enriquecer um lead.
O problema é que esse contexto está escondido em texto. Quando você combina coleta + IA + automação, esse texto vira dado. E quando vira dado, passa a gerar decisão melhor.
Para mim, esse foi um daqueles projetos que nasceram de uma dor operacional real.
Eu não pensei: “quero usar IA em alguma coisa.”
Eu pensei: “minha base está pobre em contexto, e isso está piorando meu marketing.”
A IA entrou como meio. Não como fim.
Se fizer sentido, no próximo post eu posso mostrar a arquitetura desse fluxo e o tipo de prompt que usei para transformar conteúdo de site em dados estruturados.